A delicada relação entre a mãe e a creche-escola
A licença-maternidade é um período curto e, para mães autônomas, esse momento sequer existe. Confesso que meu primeiro filho precisou ir para a creche doze horas por dia, aos três meses de idade, enquanto que meu segundo filho foi aos seus exatos dois meses.
A dor no coração é imensa. Há medo, angústia e ansiedade, mas, infelizmente, não há escolha, precisamos da vida profissional para a manutenção da família.
A primeira grande tortura é a escolha da escola, parece que nenhum lugar é suficientemente bom para deixar os filhos, sempre há algo a apontar ou a reclamar, enfim, ninguém cuida como a mãe.
Me senti culpada, tive medo do ambiente, não conhecia as professoras e tinha receio de que não soubessem alimentar, trocar e ninar meu filho.
Meus filhos já passaram por mais de três escolas. As alterações foram necessárias por conta de mudança de endereço e, também, porque evoluí como mãe e procurei locais que pudessem dar um ambiente de crescimento e conhecimento aos meus filhos.
Algo que percebi é que o filho demonstra se o ambiente é bom ou não.
Apesar da boa aparência, devemos acompanhar o comportamento das crianças e, também, os comentários do local pela sociedade.
Por mais que não compreenda muito sobre pedagogia, é importante avaliar a proposta pedagógica da instituição e, principalmente, a formação de todos funcionários.
Avalie se a escola está devidamente inscrita junto ao Município e diligencie sobre a reputação na Secretaria da Educação. Chegue ao local de forma imprevista rotineiramente, avalie limpeza, organização, segurança, ventilação e acompanhe o desenvolvimento do seu filho.
Mas, principalmente, quando seu filho, do jeitinho dele, relatar uma situação estranha, chorar ao chegar na escola (fora da fase de adaptação), pense em procurar um novo lugar. Por mais que possa parecer que a criança não entenda o que está acontecendo, ela é fiel em relatar, a seu modo, a realidade do ambiente da creche.
Melhor uma mudança que um arrependimento.


